houve tempos em que não era nada,
tempos em que era menos que nada,
tempos em que fui uma pedra,
uma peda no meio do caminho,
tempos em que era sombra,
e de sombra eu me fiz por muito tempo!
aos pes de que eu me dediquei,
depois fui promovido,
passei a ser poeira,
a ser pedra novamente
e então tornei-me rocha,
rocha forde e sem moldagem
a espera de um artista,
que viesse e modelasse
em arte me transformasse...
fui rocha muito, muito tempo,
esperei por esse artista,
esperei,
esperei,
ele não veio,
fui embora,
caregada pela força da avalanche,
a rocha forte que me tornara a instantes,
desceu pela montanha!
sem rimas,
sem sorte,
sem riso,
sem vitorias,
mas com força!
Desci
cheguei mas baixo que as ondas do oceano,
onde Poceidon, deus que eu não conhecia
comeceu a modelar a rocha minha!!!
tornei-me menino,
fruto incompltedo de um homem.
do mar lancou-me a terra dura,
onde por Cronos fui devorado
e do cronometro escravo,
evelheci rapidamente.
criança linda como a deusa do amor,
afrodite em seu seio de esplendor,
astuta como ares
guerras frias sustentei
para vencer,
perdi as guerras e a amizade de zeus,
ao me ver ficar amigo de DEUS
quando fui ao seminário
ainda jovem,
com o sonho lindo e narural
de seguir o caminho episcopal!
Apolo da Luz e das artes,
iluminou e me fizera desistir
de tal loucura
trazendo para mim as amarguras
que hera poderia destruir.
vivi anos sendo enfim eu mesmo,
com o peito alegre e amargurado,
mas sendo eu
pobre coitado.
feliz corria,
andava,
bebia,
amava
mas o peito sempre amargurava!
com ajuda da ultima citada,
casei-me com a mulher amada e
nasceu-me a minha filha sonhada!!!
e sem rimas e com erros termino esse trecho
na esperança da compreenção
de todos
desculpando me o abandono
da central parte da estrada, que leva a loucura almeijada